Estudantes do IFPE criam óculos com sensores

Com o objetivo de ampliar a acessibilidade e a autonomia de pessoas com deficiência visual, estudantes do Instituto Federal de Pernambuco (IFPE) desenvolveram um dispositivo acoplável a óculos que complementa o uso da bengala.
O equipamento funciona como um radar pessoal, utilizando sensores infravermelhos e ultrassônicos para identificar obstáculos e alertar o usuário por meio de sinais sonoros e vibrações. O projeto foi selecionado para concorrer ao Prêmio Inova, que ocorre nesta terça (2) e quarta-feira (3), em Brasília, dentro do Painel Telebrasil 2025.
Além do dispositivo, o projeto conta com aplicativo móvel e sistema web para oferecer recursos adicionais, como previsão do tempo, detecção de luminosidade e assistência em transporte público.
Após quase 10 anos de desenvolvimento, a tecnologia está pronta para avançar à fase industrial. A patente já foi aprovada e testes com usuários cegos foram iniciados. A iniciativa também deu origem à startup Synesthesia Vision, que mira um público de cerca de 500 mil pessoas cegas no Brasil, segundo o IBGE.
[instagram-feed feed=1]
