Estudo sugere que tinta de tatuagem pode afetar resposta imunológica

Um estudo preliminar publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS) levantou preocupações sobre os efeitos da tinta de tatuagem no sistema imunológico. A pesquisa, conduzida por cientistas da Università della Svizzera Italiana, mostrou que pigmentos — especialmente nas cores preta e vermelha — podem migrar pelo organismo e se acumular no sistema linfático, interferindo na atuação das células de defesa.
Nos testes realizados com roedores tatuados, os pesquisadores observaram que a tinta permaneceu por meses nos gânglios linfáticos e, em alguns casos, eliminou células responsáveis pela proteção do corpo. Em uma segunda etapa, os animais foram vacinados: enquanto a imunização contra a gripe apresentou resultados positivos, a eficácia da vacina contra a covid-19 foi reduzida quando aplicada em áreas tatuadas.
O Brasil, onde cerca de 30% da população possui tatuagens, movimentou R$ 2,5 bilhões nesse mercado até 2024. Apesar da relevância dos dados, os especialistas ressaltam que os efeitos em humanos ainda não foram comprovados e que novas pesquisas serão necessárias para avaliar possíveis riscos à saúde.
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