logo logo

Já imaginou a sua marca sendo divulgada na Rádio Cidade?

Cidade ADS

Divulgue aqui e aumente suas vendas.

conheça nossos planos

81 98253-5080

Caruaru / PE

Estr. do Alto do Moura - Distrito Industrial, Caruaru - PE, 55040-120

Fonte: 81 99878-0997 whatsapp

[email protected]
Saúde

Falta de médicos expõe desigualdades na saúde entre municípios, aponta Firjan


  • 11 de maio de 2025 às 14h17min

Estudo revela que cidades com menor desenvolvimento enfrentam escassez de profissionais e altas taxas de internação por causas evitáveis. (Foto: Reprodução)

Um levantamento da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) acendeu o alerta para disparidades na saúde pública entre os municípios brasileiros. A principal fragilidade apontada pelo estudo é a insuficiência de médicos nas cidades com menor desenvolvimento, onde a média é de apenas um profissional para cada dois mil habitantes — proporção quase sete vezes menor que a verificada em municípios mais desenvolvidos.

A análise compõe o Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM) e avalia critérios como cobertura vacinal, pré-natal, internações evitáveis, gravidez na adolescência e impacto de deficiências em saneamento.

Dos 5.570 municípios avaliados, mais da metade (53,2%) obtiveram pontuações moderadas, com notas entre 0,6 e 0,8. No entanto, 2.179 cidades (39%) ainda estão classificadas em patamar de baixo desenvolvimento e outras 323 (5,8%) figuram entre os piores índices do país. Apenas 107 municípios, o equivalente a 1,9% do total, alcançaram alto desempenho em saúde pública.

As diferenças são acentuadas quando se observa a qualidade da atenção básica. Em municípios considerados críticos, as internações por causas relacionadas à falta de saneamento atingem 74 casos por 10 mil habitantes — número quase 20 vezes maior que nas cidades de alto desenvolvimento, onde a média é de apenas quatro.

O cenário se repete na incidência de gravidez na adolescência: 41% dos nascimentos nos municípios com piores indicadores são de mães adolescentes, enquanto nos mais bem avaliados a taxa cai para 12%.

Outro dado preocupante é a alta proporção de internações por causas que poderiam ser evitadas com atenção primária eficiente. Em cidades com desempenho crítico, elas representam 33,2% do total, contra 13,7% nos municípios com estrutura mais sólida.


[instagram-feed feed=1]