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EconomiaGeral

Famílias endividadas já são mais de 75% dos brasileiros


  • 6 de dezembro de 2021 às 12h55min

Dados são da Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor. (Foto: Reprodução)

A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) divulgou por meio da Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência (Peic), que 75,6% das famílias brasileiras estão endividadas. Esse dado corresponde a famílias que declararam que as dívidas estão a vencer, em atraso ou não.

A pesquisa ainda apontou que 26,1% das famílias tem dívidas em atraso e 10,1% não tem como pagar as dívidas. Os dados da CNC ainda destacam que 41% das famílias estão com dívidas atrasadas a mais de 90 dias e pouco mais de 32% devem entre 30 e 90 dias.

O assessor econômico da Fecomércio-PE, Ademilson Saraiva destaca como o alto índice de endividamento nesta época do ano pode ser prejudicial para o comércio. (Foto: Divulgação)

Em Pernambuco, o índice é de 78,8%, maior que a média nacional. E para a Fecomércio-PE, o alto índice de endividados é prejudicial. “Endividamento elevado e inadimplência têm várias implicações adversas sobre a economia. No momento atual, com muitas dívidas comprometendo o orçamento e uma expectativa de a inflação oficial chegar a dois dígitos, o impacto direto é sobre a perspectiva de consumo”, disse o assessor econômico da Fecomércio-PE, Ademilson Saraiva.

Saraiva ainda aponta o que acontece quando o cenário se agrava nesta época do ano. “Quando esse cenário se agrava à medida que nos aproximamos do fim de ano, mexe muito com as expectativas sobre as vendas que tradicionalmente animam o setor de comércio e serviços. A inadimplência também vem se elevando no estado, segundo a pesquisa da CNC, aproximadamente 17% das famílias encontram-se com contras atrasadas e sem condições de pagamento, percentual que era de 12% no início do ano. É preocupante, por que passa a impactar também as condições de crédito às famílias, impedindo-as de captar recursos que amenizem o rendimento mais apertado tanto para os gastos de final de ano quanto para os compromissos do início de 2022”, completou.


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