Feminicídios e mortes de menores crescem no Brasil

Apesar da redução de 5,4% nas mortes violentas intencionais em 2024, o Brasil enfrenta alta preocupante em feminicídios, mortes de menores, estupros e desaparecimentos, segundo o Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta quinta-feira (24).
Os feminicídios subiram 1% e alcançaram 1.492 casos — maior número desde a tipificação do crime, em 2015. A maioria das vítimas eram mulheres negras (64%) e assassinadas dentro de casa por parceiros ou ex-parceiros (80%). Mesmo sob medidas protetivas, ao menos 121 mulheres foram mortas.
Entre crianças e adolescentes, os homicídios cresceram 4%, totalizando 2.356 vítimas, puxados por intervenções policiais. Já os estupros atingiram recorde: uma vítima a cada seis minutos, somando 87.545 casos — sendo três em cada quatro menores de 14 anos.
Os desaparecimentos também avançaram 5%, especialmente em estados onde os homicídios caíram, levantando suspeita de subnotificação da violência letal. A participação das mortes causadas pela polícia subiu, apesar de queda geral nos registros.
Enquanto isso, os investimentos em segurança pública chegaram a R$ 153 bilhões, mas indicadores como bullying e violência escolar também subiram. As cidades mais violentas seguem concentradas no Nordeste, e facções criminosas continuam a influenciar os índices locais.
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