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Frio intenso impulsiona consumo residencial de energia em julho


  • 1 de setembro de 2025 às 17h38min

Demanda elétrica nas casas cresce 5,9%, enquanto setores produtivos registram queda; Sul lidera alta regional. (Foto: Divulgação)

O mês de julho de 2025 registrou um aumento expressivo no uso de energia elétrica pelas residências brasileiras, com crescimento de 5,9% em relação ao mesmo período do ano anterior, totalizando 14.219 GWh. Segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), o principal fator para esse avanço foi a onda de frio que atingiu diversas regiões do país, elevando o uso de aquecedores e outros equipamentos térmicos nos lares.

Além das temperaturas mais baixas, a EPE aponta que a recuperação gradual da economia, com melhora nos índices de emprego e renda, contribuiu para a expansão do consumo. O crescimento da base de consumidores também teve papel relevante nesse cenário.

Enquanto os domicílios aumentaram sua demanda, os setores produtivos apresentaram queda. O consumo industrial caiu 1%, somando 16.617 GWh, com 18 dos 37 segmentos acompanhados pela EPE registrando retração. O comércio teve redução de 1,5%, atingindo 7.766 GWh, influenciado por temperaturas mais amenas e pela crescente adoção de micro e minigeração distribuída (MMGD). Já a categoria “outros” teve queda de 3,6%, com consumo de 6.575 GWh.

No total, o país consumiu 45.177 GWh em julho, o que representa uma leve alta de 0,6% frente ao mesmo mês de 2024. Esse crescimento interrompe uma sequência de três meses consecutivos de queda no consumo nacional de energia.

Entre as regiões, o Sul se destacou com aumento de 4,4%, impulsionado por uma base comparativa baixa devido às enchentes que afetaram o Rio Grande do Sul em julho do ano anterior. O Nordeste teve alta de 1,7%, e o Norte cresceu 1,0%. Por outro lado, Sudeste e Centro-Oeste apresentaram retração de 1,1% cada.


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