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Greve

Greve dos Correios atinge nove estados em plena corrida de fim de ano


  • 20 de dezembro de 2025 às 11h10min

Categoria pressiona por reajuste e manutenção de direitos; TST exige 80% do efetivo em atividade. (Foto: Reprodução)

Funcionários dos Correios iniciaram esta semana uma greve em nove estados, em meio às negociações do acordo coletivo mediadas pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST). A paralisação ocorre em agências do Ceará, Paraíba, Mato Grosso, Minas Gerais, Rio de Janeiro, além de regiões de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Segundo a estatal, 12 dos 36 sindicatos aderiram ao movimento. Apesar disso, os Correios afirmaram que nessa sexta-feira (19) cerca de 90% do efetivo seguia trabalhando, com agências abertas e entregas em andamento. A empresa informou ainda que adotou “medidas contingenciais” para garantir a continuidade dos serviços essenciais.

Na quinta-feira (18), o TST determinou, em caráter liminar, que ao menos 80% dos funcionários permaneçam em atividade nas unidades afetadas. O descumprimento pode gerar multa diária de R$ 100 mil por sindicato.

Entre as demandas da categoria estão reajuste salarial com reposição da inflação, adicional de 70% nas férias e de 250% para trabalho em fins de semana e feriados, além da preservação de direitos já conquistados. A Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos (Fentect) orientou os sindicatos a manterem a mobilização e não aceitar propostas que impliquem perda de benefícios.

Em audiência realizada no dia 16, ficou definido que a proposta construída na mediação, com validade de dois anos, deve ser submetida às assembleias até 23 de dezembro, com previsão de assinatura em 26. Caso não haja acordo, o dissídio coletivo será levado à Justiça.

Os Correios enfrentam forte desequilíbrio financeiro, com previsão de déficit de R$ 5,8 bilhões em 2025 — o maior entre as estatais. A direção da empresa defende que a proposta construída pelo TST preserva benefícios históricos e representa uma oportunidade de solução negociada com aval do governo.

Já a Fentect acusa a estatal de intransigência e ameaça ampliar a paralisação para uma greve nacional caso não haja avanço nas negociações.


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