logo logo

Já imaginou a sua marca sendo divulgada na Rádio Cidade?

Cidade ADS

Divulgue aqui e aumente suas vendas.

conheça nossos planos

81 98253-5080

Caruaru / PE

Estr. do Alto do Moura - Distrito Industrial, Caruaru - PE, 55040-120

Fonte: 81 99878-0997 whatsapp

[email protected]
Polícia

Homem fantasiado de papangu que matou dono de posto no Carnaval é militar do Exército


  • 18 de junho de 2024 às 19h32min

O militar do Exército, que está preso, pela execução da vítima, não teve o nome divulgado. (Imagem: Reprodução)

Em coletiva de imprensa na manhã desta terça-feira (18), a Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) detalhou, toda a dinâmica adotada por um grupo de traficantes para matar o empresário Rafael Gonçalves Lima, 34 anos, dono do posto de combustíveis durante o carnaval de Olinda deste ano.

O homem que efetuou cinco tiros na vítima estava vestido de papangu, fantasia típica da folia pernambucana, deixando o caso conhecido como “papangu assassino”. Segundo a polícia, o matador era um militar do Exército, incorporado pela quadrilha. 

De acordo com o delegado que presidiu as investigações, Francisco Océlio, o crime foi encomendado por um grupo de nove traficantes da favela V8, no Varadouro, em Olinda. O investigador afirmou que os traficantes  se sentiam ameaçados pela vítima, uma vez que ela oferecia o estabelecimento como ponto de apoio a várias equipes das Polícias Civil e Militar.

Ainda segundo o delegado, no dia do crime, o assassino esteve quatro vezes no estabelecimento para poder identificar a vítima e estudar o local para se evadir após o crime.

Imagens de câmeras de segurança mostram que o criminoso chegou em frente ao posto pilotando a própria moto, por volta das 10h30, e só às 15h30 praticou o homicídio.

O militar do Exército, que está preso, pela execução da vítima, não teve o nome divulgado. Ele foi um dos primeiros a ser capturado pela polícia, no dia 12 de abril. 

O delegado informou que ele deixou as Forças Armadas 17 dias depois do crime, ocorrido no dia 11 de fevereiro. Não disse, no entanto, se o desligamento teve relação com o crime.  

Um galpão localizado a cerca de 50 metros do posto de gasolina era explorado pelo grupo como estacionamento durante o período carnavalesco e serviu como ponto de observação dos traficantes para visualizar o posto de combustíveis e acompanhar toda a ação.

Neste intervalo, ele visitou o estabelecimento por três vezes, sob o pretexto de comprar água, fazer o reconhecimento da vítima e depois de algum tempo voltou e cometeu o crime se evadindo do local numa moto com a ajuda de outro criminoso.

“O suspeito visitou quatro vezes o local. Nas três primeiras vezes, ele aparece vestindo uma camisa de time de futebol, calça jeans e sandálias para comprar água mineral. Na quarta vez já foi fantasiado de papangu e executou o empresário. O detalhe é que, quando ele voltou fantasiado, usava um par de tênis que teria sido emprestado por um participante do bando. Esse homem que emprestou o calçado foi morto sete dias após o crime”, relatou o delegado.

As investigações da Polícia Civil conseguiram identificar nove pessoas envolvidas no crime. Um  foi morto por acerto de contas entre eles, cinco estão presos e três continuam foragidos.


[instagram-feed feed=1]