Inflação dos alimentos desacelera para 0,61%

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados nesta terça-feira (25) mostram que a prévia da inflação de fevereiro mostra desaceleração nos preços dos alimento. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) indica que, neste mês, houve alta de 0,61%, a menor desde setembro de 2024 (0,05%).
O IPCA-15 funciona como prévia da inflação oficial e o IPCA é a inflação oficial.
Ambos os índices levam em consideração uma cesta de produtos e serviços para famílias com rendimentos entre um e 40 salários mínimos.
A diferença é que os preços são pesquisados antes mesmo de acabar o mês de referência, justamente para servir como prévia. Em relação a divulgação atual, o período de coleta foi de 15 de janeiro a 12 de fevereiro.
Preocupação
A inflação dos alimentos tem sido uma das principais preocupações do governo. Entre os fatores que têm elevado o custo figuram questões climáticas.
O IPCA-15 de fevereiro mostrou que os alimentos tiveram impacto de 0,14 ponto percentual (p.p.) no índice geral. O IBGE mostrou que a alimentação no domicílio subiu 0,63%, abaixo do registrado em janeiro, 1,10%.
Os principais aumentos foram da cenoura (17,62%) e café moído (11,63%). Entre as quedas, destacam-se a batata-inglesa (-8,17%), arroz (-1,49%) e frutas (-1,18%).
A alimentação fora do domicílio desacelerou de 0,93% para 0,56% em fevereiro. Dentro deste subgrupo, a refeição (0,43%) e o lanche (0,77%) tiveram variações inferiores às observadas no mês anterior (0,96% e 0,98%, respectivamente).
Veja as principais influências de itens alimentícios no IPCA-15 de fevereiro:
Altas
- Café moído: 11,63%
- Refeição: 0,43%
Baixas
- Batata-inglesa: -8,17%
- Arroz: -1,49%
- Banana-d’água: -4,98%
- Óleo de soja: -1,96%
- Limão: -17,35%
- Leite longa vida: -0,67%
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