Intoxicação por metanol: Pernambuco investiga 22 casos suspeitos

Pernambuco investiga 22 casos suspeitos de intoxicação por metanol. A Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) informou neste domingo (5) que, das 24 notificações recebidas, duas já foram descartadas. Os pacientes sob investigação residem em 12 municípios, incluindo Recife, Olinda, Caruaru e Lajedo, além de pessoas que moram originalmente em São Paulo e Maceió. Para acelerar as perícias e investigações da Polícia Civil, a SES-PE montou uma força-tarefa que envolve o Instituto Médico Legal (IML), o Instituto de Criminalística (IC) e o Laboratório de Toxicologia Forense.
A Polícia Científica, ligada à Secretaria de Defesa Social (SDS), está trabalhando em três frentes principais para esclarecer os casos e retirar bebidas adulteradas de circulação, um grave risco à saúde pública. No IML, é feita a coleta de material biológico, como sangue e urina, em vítimas para confirmar ou descartar a presença do metanol, já que os sintomas sozinhos não são conclusivos. O Laboratório de Toxicologia Forense analisa o sangue de pacientes (vivos e falecidos) que possam ter ingerido a substância. Já o Laboratório de Química Forense analisa as amostras de bebidas apreendidas ou recolhidas em comércios para confirmar se estão adulteradas.
O consumo de bebidas adulteradas é uma séria ameaça à saúde. Por isso, as autoridades alertam para a importância da cautela ao comprar bebidas. É fundamental verificar se o lacre da garrafa está intacto, se o selo fiscal está presente e se o rótulo tem impressão regular. A orientação é desconfiar de preços muito abaixo do mercado e evitar a compra em vendedores informais ou pela internet. Atualmente, apenas um caso segue em investigação em Lajedo, envolvendo três vítimas que consumiram a mesma bebida; em João Alfredo, a suspeita já foi descartada.
A população é incentivada a colaborar com as investigações. Quem tiver suspeita de bebida adulterada deve procurar a delegacia mais próxima, que fará o encaminhamento do material para análise pericial. Denúncias podem ser feitas de forma anônima pelos telefones 181 ou 0800.081.5001, pela plataforma digital Denúncia Interativa da SDS, ou pelo WhatsApp (81) 99488-3455 da Ouvidoria.
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