Irregularidades no BPC causam rombo bilionário aos cofres públicos

Uma auditoria realizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) revelou que cerca de 6,3% dos beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC) recebem os valores de forma irregular, causando um prejuízo anual de aproximadamente R$ 5 bilhões ao governo.
Entre as irregularidades identificadas, destaca-se o caso de 2.476 pessoas, possivelmente já mortas, que continuam recebendo mensalmente o valor de R$ 1.518 devido a falhas na comunicação de mortes aos cartórios. Além disso, muitos beneficiários não atendem ao critério de renda familiar per capita de até um quarto do salário mínimo.
O relatório também aponta que os atrasos na atualização cadastral e a omissão de informações sobre membros familiares são as principais razões para a concessão indevida do benefício. Cerca de 12% dos beneficiários omitiram integrantes da família em seus registros, enquanto 16% apresentaram informações conflitantes sobre endereço.
Outra irregularidade identificada foi a acumulação de benefícios, algo vedado pelas regras do programa. Somente em 6.701 casos desse tipo, o governo estima perdas de R$ 113,5 milhões ao ano.
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