Jornalista Fernando Rêgo Barros lança livro nesta terça (06), em Caruaru

Nesta terça-feira (06), o jornalista Fernando Rêgo Barros lança o livro “1958: Como ganhamos a Copa da Suécia”. Na obra, ele descreve como a conquista da Copa do Mundo de 1958 é simbólica para o futebol brasileiro, onde além de significar a superação da derrota do time nacional para o Uruguai, em pleno Maracanã, na final de 1950, o campeonato em solo sueco mostrou ao planeta os dribles de Garrincha, a elegância de Pelé e a criatividade do inventor da “folha seca”, Didi.
No livro, ele mostra a importância de jogadores como Didi, Pelé e Garrincha e revela que a primeira estrela estampada no uniforme Canarinho não foi obra do acaso. Rêgo Barros conta a história utilizando diversos recursos, de relatos a imagens e fichas de jogos. O lançamento da Cepe Editora acontece às 19h, na Livraria Imperatriz do Shopping Difusora.
Nas mais de 200 páginas do livro, Rêgo Barros comprova que a vitória brasileira resultou de um planejamento minucioso, nunca visto no futebol nacional. O autor ainda cita o pessimismo da população brasileira naquela época no qual, ressabiado dos tropeços de 1950 e 1954, o torcedor era descrente de que um dia seríamos campeões, o que foi batizado por Nelson Rodrigues, dramaturgo e cronista esportivo, de “complexo de vira-latas”.
Nos cerca de dois anos de pesquisa, Rêgo Barros bateu à porta dos campeões ainda vivos e entrevistou Zito, Pepe, Dino Sani e Zagallo. Contextualizou o momento histórico, com o Brasil governado por Juscelino Kubitschek e o planeta sob a tensão da Guerra Fria. Foi à procura de imagens da época e garimpou gravações originais da partida Brasil x Suécia. Ele revela que assistiu a esse jogo mais de 20 vezes e mostrou, enfim, o clima de festa que tomou conta dos brasileiros após a conquista, incluindo a recepção animada dos recifenses à Seleção, quando do retorno da Europa.
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