Justiça absolve réus do incêndio no Ninho do Urubu

Sete dos réus que ainda respondiam pelo incêndio no centro de treinamento do Flamengo, o Ninho do Urubu, foram absolvidos pela Justiça do Rio de Janeiro. A tragédia, ocorrida em 2019, vitimou dez jogadores das categorias de base do clube. A sentença foi publicada pela 36ª Vara Criminal da Capital e assinada pelo juiz Tiago Fernandes de Barros, que considerou não haver provas suficientes para condenação nem vínculo direto entre as ações dos acusados e o ocorrido.
Dos 11 denunciados pelo Ministério Público, três já haviam sido excluídos do processo: o ex-diretor Carlos Noval e o engenheiro Luiz Felipe Pondé, em 2021, e o ex-presidente Eduardo Bandeira de Mello, retirado em fevereiro deste ano por prescrição, devido à idade. Os sete restantes eram acusados de incêndio culposo e lesão corporal, mas o juiz destacou que nenhum deles tinha responsabilidade direta pela manutenção ou segurança elétrica dos alojamentos.
Apesar da absolvição criminal, o clube segue enfrentando desdobramentos judiciais. Em julho, o Flamengo foi condenado pela Justiça do Trabalho a pagar R$ 600 mil em indenizações ao ex-segurança Benedito Ferreira, que atuou no resgate das vítimas e desenvolveu uma doença psiquiátrica grave. A decisão também prevê pensão vitalícia até os 78 anos do funcionário.
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