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Justiça

Justiça condena três réus pela Chacina de Poção e outros três acusados aguardam julgamento


  • 11 de dezembro de 2025 às 08h32min

Penas chegam a 101 anos de prisão pelo ataque que matou três conselheiros tutelares e uma idosa; novo júri com outros acusados será realizado em 2026. (Foto: Arquivo)

Três homens foram condenados nesta quinta-feira (11) pelo Tribunal do Júri da Capital por envolvimento na Chacina de Poção, crime que chocou Pernambuco em 2015. O julgamento, conduzido pela juíza Maria Segunda Gomes, começou na manhã de quarta-feira e só terminou às 2h40 da madrugada de hoje (11), após a análise de todos os depoimentos e debates entre defesa e Ministério Público.

Egon Augusto Nunes de Oliveira e Ednaldo Afonso da Silva receberam as maiores penas: 101 anos e 4 meses de prisão cada, por quatro homicídios qualificados. As mortes atingiram os conselheiros tutelares José Daniel Farias Monteiro, Lindenberg Nóbrega de Vasconcelos e Carmem Lúcia da Silva, além da idosa Ana Rita Venâncio, avó da única sobrevivente da emboscada, a menina Ana Cláudia, que tinha três anos na época. O terceiro réu, Orivaldo Godê de Oliveira, foi sentenciado a 12 anos e 6 meses por homicídio simples apenas no caso de Lindenberg, sendo absolvido em relação às outras vítimas.

As investigações apontaram que o grupo teria sido contratado para executar a família materna da criança a mando da avó paterna, Bernadete de Britto Siqueira, que pretendia obter a guarda da neta. No total, oito pessoas foram denunciadas. O ataque ocorreu em 6 de fevereiro de 2015, quando o carro do Conselho Tutelar foi alvo de uma emboscada no Sítio Cafundó, zona rural de Poção, resultando em quatro mortes após cinco disparos.

Outros três acusados, Bernadete de Lourdes Britto Siqueira Rocha, José Vicente Pereira Cardoso da Silva e Leandro José da Silva, também seriam julgados na mesma sessão, mas o procedimento foi adiado por falta de defesa ou problemas alegados pelos próprios réus. A juíza determinou prazo de cinco dias para que regularizem a representação e marcou o novo julgamento para 3 de fevereiro de 2026.

Em fevereiro de 2024, outro envolvido no caso, Wellington Silvestre dos Santos, já havia sido condenado a 74 anos e 8 meses pelos mesmos crimes.


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