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Justiça

Justiça Militar condena PMs por uso indevido de cartões de abastecimento


  • 10 de outubro de 2025 às 07h38min

Quatro policiais foram sentenciados por desviar combustível de viaturas em manutenção; penas chegam a oito anos e nove meses de prisão. (Foto: Divulgação)

Quatro policiais militares de Pernambuco foram condenados pela Vara da Justiça Militar do estado por envolvimento em um esquema de desvio de combustível destinado a viaturas oficiais. As penas variam entre sete anos e oito anos e nove meses de reclusão, por crimes de peculato e continuidade delitiva.

Os réus — Ronaldo Sobreira de Lima, Genilson Barbosa da Silva, José Carlos Carneiro da Silva e João Ferreira Gomes de Andrade — atuavam no Centro de Suprimento e Manutenção de Material Bélico (CSM-MB) da Polícia Militar de Pernambuco. Segundo o processo, entre os dias 8 de outubro e 21 de novembro de 2005, eles se aproveitaram da função para realizar abastecimentos utilizando cartões corporativos vinculados a veículos que estavam fora de operação, em manutenção.

A fraude foi identificada por meio de extratos da empresa Ticket Car, que apontaram movimentações incompatíveis com a situação das viaturas. De acordo com o juiz Francisco de Assis Galindo de Oliveira, relator do caso, os abastecimentos foram realizados por Genilson, José Carlos e João Ferreira, enquanto Ronaldo Sobreira, na função de auxiliar de chefia, liberava os cartões utilizados indevidamente.

Durante o julgamento, os acusados negaram envolvimento direto nos desvios. Ronaldo afirmou que não realizou abastecimentos e que o compartilhamento de cartões entre motoristas era prática comum e autorizada por superiores. Os demais alegaram que agiram sob orientação de oficiais do setor, dentro de uma rotina administrativa.

No entanto, o magistrado rejeitou as justificativas. “As alegações não afastam o conjunto probatório constante dos autos. Os depoimentos das testemunhas reforçam as evidências documentais e foram decisivos para esclarecer os fatos”, afirmou na sentença publicada nesta quinta-feira (9).

Entre os depoentes, um major da PMPE destacou que os desvios ocorreram por abuso de confiança, enquanto um tenente-coronel reforçou que os cartões eram intransferíveis e que todos os envolvidos tinham pleno conhecimento dessa regra.


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