Justiça nega pedido para impedir Marinha de afundar porta-aviões

Nesta quarta-feira (1º), a Justiça Federal negou o pedido do Ministério Público Federal (MPF), para impedir que o casco do porta-aviões São Paulo seja afundado em águas brasileiras. O casco do navio é composto de nove toneladas de amianto, substância com potencial tóxico e cancerígeno. O pedido foi feito após se tornar pública a intenção da Marinha de adiar o afundamento, em razão de oferta de um grupo saudita, para adquirir o casco por R$ 30 milhões.
Na decisão, o juiz Ubiratan de Couto Maurício, da 9ª Vara da Justiça Federal em Pernambuco, afirmou que, se a Marinha do Brasil defende o afundamento da embarcação, deve ter considerado os riscos de dano ambiental, ou seja, a organização está assumindo a responsabilidade técnica do afundamento. O juiz também determinou que o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) seja informado da decisão.
O amianto era usado como isolante térmico e acústico, para reduzir o barulho da decolagem das aeronaves para a tripulação. Na década de 1990, o porta-aviões passou por um processo de desamiantação, que retirou 55 toneladas do produto tóxico. Mesmo assim, nove toneladas de amianto ainda estão presentes nas paredes do porta-aviões.
Por Juliana Santos
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