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Política

Justiça relaxa prisão de vereador de Ipojuca, mas mantém detenção de presidente da Câmara


  • 20 de novembro de 2025 às 07h22min

Decisão do TJPE libera Professor Eduardo com medidas cautelares; Flávio do Cartório segue preso por mandado anterior. (Foto: Reprodução)

O Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) decidiu, nessa quarta-feira (19), pelo relaxamento da prisão em flagrante dos vereadores Professor Eduardo e Flávio do Cartório, os dois do PSD e integrantes da mesa diretora da Câmara Municipal de Ipojuca. A medida beneficia apenas Eduardo, que responderá ao processo em liberdade. Flávio, por sua vez, continuará detido devido a um mandado de prisão preventiva já existente.

Os parlamentares foram detidos pela Polícia Civil na tarde de terça-feira (18), no estacionamento de um supermercado em Boa Viagem, Recife. Com eles, foram encontrados R$ 17 mil em espécie e documentos que indicariam um suposto esquema de rachadinha. A prisão foi motivada por suspeitas de lavagem de dinheiro.

Segundo o juiz Hugo Vinicius Castro Jimenez, da Central Especializada das Garantias da Capital, não houve “situação flagrancial contemporânea” que justificasse a manutenção da prisão em flagrante. Com isso, Professor Eduardo foi liberado mediante medidas cautelares, como a obrigação de comparecer aos atos do processo e a proibição de deixar o estado por mais de 15 dias sem autorização judicial.

Já Flávio do Cartório, presidente da Câmara, permanece sob custódia por conta de um mandado de prisão preventiva relacionado à Operação Alvitre, que apura o desvio de recursos públicos em Ipojuca. De acordo com a Polícia Civil, ele seria o responsável pela associação Filhos de Ipojuca, que recebeu cerca de R$ 12 milhões em emendas parlamentares nos últimos três anos.

A investigação aponta que a entidade não possuía estrutura técnica para prestar os serviços de saúde previstos nas emendas e teria terceirizado as atividades para outra organização, já investigada na primeira fase da operação.

O vereador estava sendo monitorado pela polícia no momento da prisão. A defesa dos parlamentares, representada pelo advogado Raphael Julio Lyra Rego não se manifestou.


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