Justiça reverte suspensão e libera curso de Medicina para o Pronera na UFPE

A Justiça Federal derrubou a segunda liminar que suspendia o edital do curso de Medicina do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera), ofertado pelo campus da UFPE em Caruaru. A decisão foi divulgada na manhã desta sexta-feira (10) pelo reitor da Universidade Federal de Pernambuco, Alfredo Macedo Gomes, que celebrou a decisão nas redes sociais como “Uma vitória importante da universidade pública, da autonomia, da justiça social”.
O edital, que visa oferecer 80 vagas (40 de ampla concorrência e 40 de cotas) a assentados da reforma agrária, quilombolas e outros beneficiários do Pronera, havia sido suspenso novamente na última terça-feira (7). O autor da ação, o vereador do Recife Thiago Medina (PL), questionava a ausência de provas objetivas (como Biologia e Química) na seleção, que se restringe à análise do histórico escolar e uma redação.
Apesar de ser criticada por políticos e entidades como o Cremepe, a iniciativa tem sido defendida por diversas universidades e entidades como a Fiocruz, que a veem como uma forma de democratizar o ensino superior e promover a justiça social. Enquanto o debate judicial avança, o Senado Federal aprovou a convocação dos ministros da Educação e do Desenvolvimento Agrário, além de um convite ao reitor da UFPE, para que prestem esclarecimentos sobre os critérios do edital. A UFPE, por sua vez, reafirmou sua autonomia para a criação de vagas e a validade do modelo de avaliação utilizado.
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