Lajedo enfrenta crise com falta de oxigênio e transfere pacientes para outras cidades
Com o aumento de casos de Covid-19 no Agreste de Pernambuco, algumas cidades da região começam registrar superlotação de unidades de saúde e falta de insumos para atender os pacientes em estado grave. Nessa quinta-feira (27), o município de Lajedo precisou transferir pacientes para Caruaru, São Bento, Agrestina, Cachoeirinha e Belo Jardim, por causa da falta de oxigênio.
Com o risco da falta do insumo, os municípios de Jucati, Paranatama, Altinho e Garanhuns ajudaram enviando cilindros, mesmo estando também no limite do sistema de saúde. O fornecedor do município ofertou, ao todo, 18 cilindros de oxigênio durante o dia.
A secretária informou que os cilindros que Lajedo recebe não são enviados pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE). A cidade recebe o fornecimento de uma empresa contratada pela prefeitura.
O município conta com um Hospital de Campanha, para atender aos pacientes com Covid-19, e o Hospital Público Municipal Maria da Penha Dourado, que realiza a triagem junto com o Centro Covid-19. De acordo com a secretária de Saúde, a taxa de ocupação de leitos está acima dos 70%.
NOTA SES-PE
A Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) informa que o Estado tem mantido contato permanente com os municípios pernambucanos e prestado o devido apoio aqueles que estão formalizando solicitações. Após reuniões com as cidades, 149 concentradores de oxigênio foram disponibilizados e já estão sendo entregues para 44 cidades. Frisa-se que Lajedo não fez solicitação formal à SES-PE, apesar de todos os encontros ao longo da semana e também comunicação direta com a Gerência Regional de Saúde (Geres). A Secretaria Estadual de Saúde ressalta, desta forma, a importância do diálogo transparente e da comunicação com antecedência para que o órgão estadual possa operacionalizar o apoio.
A SES-PE informa, ainda, que a Central de Regulação Hospitalar vem atuando para fazer o encaminhamento de pacientes de unidades municipais de menor porte para serviços de referência da rede estadual.
O Estado também tem trabalhado em parceria com os municípios para resolver situações de falta de insumos, ressaltando que os serviços sob gestão estadual estão sendo abastecidos normalmente com gases medicinais. Ratifica, ainda, que não há risco de desabastecimento sistêmico de oxigênio em Pernambuco, que, inclusive, possui plantas industriais que são responsáveis pelo abastecimento do gás medicinal para outros Estados do Nordeste. No momento, o que se nota é um problema de logística no reabastecimento dos cilindros de O2 de algumas cidades. A SES-PE já acionou o Ministério Público de Pernambuco para verificar se há interesses comerciais relacionados a esta questão.
É preciso informar ainda que, desde o início da semana, o Governo de Pernambuco enviou ofício ao Ministério da Saúde (MS) solicitando apoio no enfrentamento da Pandemia no Estado, com o encaminhamento de 500 concentradores e 1 mil cilindros de oxigênio, além de testes de antígeno e reforço na investigação genômica no Estado. Contudo, até o momento, não há retorno da solicitação por parte do Governo Federal.
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