Maior queda na renda do trabalho é registrada no Nordeste

Um estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), devido ao agravamento da pandemia da Covid-19, os rendimentos efetivos dos trabalhadores sofreram quedas em todo o Brasil no primeiro trimestre de 2021. No Nordeste, a renda efetiva do trabalho apresentou recuo de 7,05%, o maior índice de todo o País. Já no Brasil, a queda foi de 2,2%. As informações foram baseadas na Pnad Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Segundo o técnico de planejamento e pesquisa do Ipea, Sandro Sacchet, as regiões que dependem majoritariamente da agricultura e da indústria não sofreram tanto impacto quanto às regiões que tem como o setor de serviço um dos principais meios de geração de emprego e renda.
No Norte, foi registrada a segunda maior baixa, de -3,85%, seguido por Sudeste (-1,46%) e Sul (-0,97%). O Centro-Oeste teve o recuo menos intenso (-0,84%). Além disso, estudo também informa que a crise sanitária elevou a proporção de domicílios sem nenhuma renda do trabalho no Brasil. O percentual pulou de 25% no primeiro trimestre de 2020 para 29,3% no mesmo período de 2021.
Ainda de acordo com a pesquisa, a faixa etária mais afetada pela piora da crise sanitária foi a dos jovens adultos (25 a 39 anos), com queda de 7,73% nos rendimentos efetivos entre janeiro e março. A renda dos trabalhadores com 60 anos ou mais, por outro lado, cresceu 7,06%, influenciada principalmente pela alta proporção de trabalhadores por conta própria nessa faixa etária.
Por Gabriela Mendes
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