Menos contratações em junho: ritmo de geração de empregos desacelera no Brasil

Junho foi marcado por um esfriamento no mercado de trabalho brasileiro. De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), foram criadas 166.621 vagas com carteira assinada — número que representa uma queda de quase 20% em comparação com o mesmo mês do ano passado.
O desempenho também foi o mais modesto para meses de junho desde 2023, segundo dados ajustados que contabilizam declarações entregues fora do prazo. Somando o primeiro semestre de 2025, o saldo foi de 1.222.591 novos postos de trabalho, uma retração de 6,8% frente ao mesmo período do ano anterior.
Apesar da desaceleração, todos os cinco grandes setores econômicos apresentaram crescimento. Os serviços lideraram com 77 mil vagas criadas, seguidos por comércio (32 mil), agropecuária (25 mil), indústria (20 mil) e construção civil (10 mil). Entre os destaques, sobressaem as áreas de tecnologia, finanças e administração pública.
Destaques por atividade
- Informática, comunicação e serviços profissionais: +41.477 vagas
- Administração pública, saúde e educação: +12.821 vagas
- Indústria de transformação: +17.421 vagas
- Gestão ambiental (água, esgoto e resíduos): +1.218 vagas
Panorama regional
Todas as regiões do país apresentaram saldo positivo em junho:
- Sudeste: +76.332 vagas
- Nordeste: +36.405
- Centro-Oeste: +23.876
- Sul: +18.358
- Norte: +11.683
Apenas o Espírito Santo teve retração no mercado formal, com o encerramento de 3.348 postos — impacto maior no setor cafeeiro. Já São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais lideraram as contratações no mês.
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