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Economia

Mercado financeiro ajusta projeção de crescimento econômico para 2025


  • 14 de abril de 2025 às 16h33min

O desempenho econômico do país em 2024 registrou crescimento de 3,4%, consolidando o quarto ano consecutivo de alta. (Foto: Reprodução)

O Banco Central divulgou nesta segunda-feira (14), em Brasília, uma atualização do Boletim Focus, indicando uma leve elevação na previsão de crescimento da economia brasileira para 2025. A estimativa passou de 1,97% para 1,98%, conforme expectativas de instituições financeiras sobre os principais indicadores econômicos.

Para 2026, a projeção do Produto Interno Bruto (PIB) também subiu, de 1,6% para 1,61%. Já para 2027 e 2028, o mercado prevê uma expansão de 2% ao ano. O desempenho econômico do país em 2024 registrou crescimento de 3,4%, consolidando o quarto ano consecutivo de alta – o maior avanço desde 2021, quando o PIB alcançou 4,8%.

Inflação e juros
A estimativa para a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), permaneceu em 5,65% para 2025. Para os anos seguintes, as previsões indicam índices de 4,5% em 2026, 4% em 2027 e 3,79% em 2028. A meta do Banco Central para a inflação é de 3%, com um intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Em março, o IPCA registrou alta de 0,56%, impulsionada principalmente pelo aumento dos preços dos alimentos. Ainda assim, houve desaceleração em relação a fevereiro, quando o índice foi de 1,31%. No acumulado dos últimos 12 meses, a inflação ficou em 5,48%.

O Banco Central também tem ajustado a taxa básica de juros, a Selic, atualmente fixada em 14,25% ao ano. Em março, a autoridade monetária promoveu um novo aumento de um ponto percentual, o quinto consecutivo, como forma de conter a alta dos preços. Com o objetivo de regular a inflação e a atividade econômica, a expectativa do mercado financeiro aponta para uma elevação da Selic até 15% até o final do ano, com reduções gradativas nos anos seguintes.

Projeção do câmbio
O mercado estima que o dólar encerrará o ano cotado a R$ 5,90, com previsão de atingir R$ 5,97 no final de 2026. Esses ajustes refletem a dinâmica econômica e as incertezas globais, impactando diretamente o poder de compra e as transações comerciais do país.


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