Ministério Público vai investigar casos de racismo em loja da Zara, em Fortaleza

O Ministério Público está apurando um caso de racismo em um shopping de Fortaleza, no Ceará. De acordo com as investigações, uma loja da Zara teria criado um código para alertar os funcionários quando pessoas “fora do padrão” entrassem no estabelecimento.
Ex-funcionários da loja afirmaram que a equipe costumava emitir um alerta sonora com os dizeres “Zara Zerou” para confirmar a chegada de alguém que não condizia com o “perfil” do local.
As investigações tiveram início após a delegada, Ana Paula Barroso, ter sido barrada pelo gerente da loja por um suposto crime de racismo. O caso aconteceu no dia 14 de setembro. Imagens do circuito interno da loja flagraram o momento que Ana foi impedida de entrar no estabelecimento.
A prática do funcionário responsável pela loja em questão, pode ser punida com reclusão de 1 a 3 anos.
Em nota, a Zara Brasil afirmou que conta com 1,8 mil funcionários de diversas etnias e raças, orientação sexual e cultura.
Por Brendo Hoshington
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