Ministro nega que plano de flexibilizar CNH traga riscos à segurança no trânsito

O ministro dos Transportes, Renan Filho, e o secretário nacional de Trânsito, Adrualdo Catão, negaram que o estudo para flexibilizar a exigência de aulas em autoescolas (CFCs) para tirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) represente riscos à segurança no trânsito. A proposta ainda está em discussão dentro do governo federal, mas já provoca repercussão entre especialistas e entidades da área.
Durante entrevista, nesta quarta-feira (6), Catão afirmou que o objetivo da medida é reduzir custos e facilitar o acesso à CNH, especialmente para a parcela da população que já dirige sem o documento. Segundo o Ministério dos Transportes, há cerca de 20 milhões de motoristas não habilitados no país.
A fala rebate críticas de entidades como o Observatório Nacional de Segurança Viária, que argumentam que a retirada da obrigatoriedade das aulas pode comprometer a formação dos motoristas e aumentar os riscos no trânsito.
De acordo com o governo, a proposta não elimina as exigências de prova teórica e prática para obtenção da CNH, apenas flexibiliza a forma como o candidato pode se preparar.
A ideia ainda está em fase inicial e não há previsão de mudanças imediatas, segundo o Ministério dos Transportes.
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