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Cultura

Mobilização artística solicita reconhecimento do Mestre Azulão como Patrimônio Vivo de PE


  • 8 de abril de 2022 às 12h15min

O cantor busca o reconhecimento estadual desde 2005. (Foto: Divulgação)

Em defesa do nome do Mestre Azulão para Patrimônio Vivo de Pernambuco, uma mobilização artística ocorreu na manhã desta sexta-feira (08), em frente à estátua do Rei do Baião, no Pátio de Eventos Luiz Gonzaga. O cantor e compositor Azulão é Patrimônio Vivo de Caruaru e busca o reconhecimento estadual desde 2005.

Segundo Azulinho, cantor e filho de Azulão, são 60 anos de carreira que merecem ser reconhecidos pelo Governo do Estado. “Há alguns anos a gente vem tentando que Azulão receba esse reconhecimento. Grandes nomes da classe artística já o veem como referência. Nada mais justo que o Governo do Estado faça isso também”, finaliza.

A escolha do Patrimônio Vivo do Estado de Pernambuco acontece a cada ano, quando são selecionados seis novos Mestres, Mestras e Grupos. O vencedor passa a receber uma contribuição vitalícia. Confira a nota completa enviada pela Secretaria Estadual de Cultura (Secult-PE) sobre o assunto.

NOTA – A Secretaria Estadual de Cultura (Secult-PE) e a Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) informam que o edital do 17º Registro do Patrimônio Vivo de Pernambuco (RPV-PE) está com inscrições abertas até 17h59 do dia 20 de abril deste ano.

O edital é um chamamento público de propostas e tem o objetivo de reconhecer e apoiar mestres, mestras e grupos da cultura tradicional e popular de Pernambuco, o valor do seu legado e sua contribuição para a transmissão de conhecimentos para gerações mais novas, a fim de que mantenham os saberes e fazeres dos mais antigos. Este ano, a principal novidade é o aumento da quantidade de Patrimônios Vivos que deverão ser titulados, que passará de seis para 10.

A candidatura, seja de pessoa física ou grupo, deve ser feita por uma entidade proponente, e não pela própria pessoa ou grupo interessado. São consideradas aptas para apresentar candidatura: a Assembleia Legislativa de Pernambuco; as Câmaras de Vereadores dos municípios pernambucanos; e entidades sem fins lucrativos, sediadas no Estado e atuantes há mais de dois anos.

A avaliação das propostas é feita pelo Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural (CEPPC), formado por representantes governamentais e da sociedade civil, que a partir deste ano irá escolher dez novos candidatos que passarão a receber o diploma do Governo de Pernambuco com o título de “Patrimônios Vivos de Pernambuco” além de uma bolsa mensal vitalícia. Os valores das bolsas são atualizados anualmente com base em critérios estabelecidos na própria lei do RPV, chegando, em 2022, a R$ 1.843,54 (no caso de pessoa física) e R$ 3.2687,00 (quando for grupo, entidade, agremiação ou associação).

A avaliação das candidaturas inscritas acontecerá em diferentes etapas. Primeiro, a etapa de habilitação técnica da documentação dos candidatos; depois, uma Comissão Especial de Análise elaborará pareceres sobre as candidaturas habilitadas considerando critérios, tais como: relevância do trabalho desenvolvido, idade do candidato ou tempo de existência do grupo e avaliação da carência social. Na terceira etapa, as candidaturas serão analisadas pelo CEPPC/PE que, deliberará pela titulação e registro de seis novos Patrimônios Vivos do Estado de Pernambuco.

A previsão é que a diplomação dos novos Patrimônios Vivos ocorra na cerimônia de celebração do Dia Nacional do Patrimônio Cultural, comemorado em 17 de agosto.

Por Juliana Santos

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