Montadora é condenada por trabalho escravo no Pará

Uma montadora de automóveis foi condenada pela Justiça do Trabalho a pagar R$ 165 milhões em indenização por exploração de trabalho análogo à escravidão na Fazenda Vale do Rio Cristalino, em Santana do Araguaia (PA), entre 1974 e 1986.
Segundo a decisão, trabalhadores foram submetidos a servidão por dívida, violência, más condições de alojamento, falta de alimentação adequada e ausência de assistência médica, especialmente em casos de malária.
O valor será destinado ao Fundo Estadual de Promoção do Trabalho Digno (Funtrad/PA). Além da indenização, a empresa deverá pedir desculpas públicas, criar uma Política de Direitos Humanos, incluir cláusulas contra práticas de escravidão em contratos com fornecedores e permitir auditorias independentes.
A ação civil pública foi movida pelo Ministério Público do Trabalho em 2024, com base em denúncias da Comissão Pastoral da Terra apresentadas em 2019.
A montadora ainda não se pronunciou sobre a condenação.
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