Morte de tripulante de Myanmar em navio de Hong Kong é investigada em Pernambuco

A Polícia Federal em Pernambuco está investigando a morte de LIN LIN TUN, de 51 anos originário de Myanmar, no sudeste asiático, que atuava como contramestre no navio MSC Agadir. O corpo de LIN LIN TUN foi encontrado em sua cabine por volta das 7h50 do dia 27 de fevereiro de 2025.
De acordo com o relatório da embarcação, o tripulante não compareceu ao café da manhã, levando dois colegas a irem até sua cabine, que estava trancada. Após não obterem resposta e não conseguirem contato por telefone, usaram uma chave reserva para abrir a cabine, encontrando LIN LIN TUN sem vida no chão.

Após a confirmação da morte, o corpo foi colocado na câmara frigorífica do navio, que seguiu viagem até o Porto de Suape/PE, uma vez que não havia possibilidade de atendimento de urgência em Fortaleza/CE. O navio atracou em Suape no dia 6 de março de 2025, por volta das 10h. Após os procedimentos de saúde pública realizados pela Anvisa, a Polícia Federal iniciou as investigações a bordo, realizando perícias e coletando indícios para subsidiar o inquérito em andamento.
O corpo foi então encaminhado ao Instituto Médico Legal para a realização do Laudo Tanatoscópico, que indicará a causa exata da morte. Se o laudo e as investigações não apontarem indícios de ação criminosa, a morte será considerada natural e o caso encerrado.
Após os exames no IML, o corpo será embalsamado e entregue aos parentes na China, que providenciarão o sepultamento. As despesas de translado e funerária serão custeadas pelos representantes do navio no Brasil. O navio cargueiro MSC Agadir, de bandeira de Hong Kong, transportava contêineres com diversos materiais e possui de 20 a 30 tripulantes, não havendo passageiros a bordo. Após a retirada do corpo, o navio foi liberado pela Polícia Federal, Anvisa e Marinha do Brasil.
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