MPF investiga ex-prefeito de Itamaracá

O Ministério Público Federal (MPF) instaurou um inquérito civil para apurar se o ex-prefeito da Ilha de Itamaracá, Mosar de Melo Barbosa (PSB), utilizou recursos do Sistema Único de Saúde (SUS) para custear o salário de sua empregada doméstica. O político nega as acusações.
De acordo com auditoria do Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE), a funcionária Arlene Maria da Silva foi contratada como cozinheira do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) entre setembro de 2017 e dezembro de 2018, com salário de R$ 1,5 mil. Entretanto, documentos e depoimentos colhidos pela auditoria indicam que ela continuava prestando serviços na residência do então prefeito.
O relatório do TCE também apontou contradições em depoimentos de servidores sobre a frequência de Arlene no CAPS e destacou que a Prefeitura apresentou apenas anotações de cardápio escritas à mão como suposta prova da atuação da funcionária na unidade de saúde.
Outro indício de irregularidade foi um acordo judicial firmado em 2019 entre Arlene e a primeira-dama do município, Giovana Maria Goes Uchoa Cavalcanti, que reconheceu vínculo empregatício como cozinheira da família, em período que coincidiu com o contrato da prefeitura. A Justiça determinou indenização de R$ 20 mil pelos serviços prestados.
Procurado, Mosar de Melo Barbosa afirmou que ainda não foi notificado pelo MPF e declarou que apresentará “a verdade dos fatos” assim que acionado pela Justiça.
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