MPF recomendou que a divulgação do resultado do CNU seja suspensa por irregularidades em cotas raciais

(Foto: Reprodução)
O Ministério Público Federal (MPF) recomendou que a divulgação do resultado do Concurso Nacional Unificado (CNU) 2024, prevista para a próxima terça-feira (4), seja suspensa por descumprimento de regras das cotas raciais.
Um inquérito aberto para apurar o caso identificou irregularidades, entre elas uma denúncia de candidatos negros que foram rejeitados como cotistas pela banca avaliadora do procedimento de heteroidentificação, que tem como função identificar possíveis fraudes nas cotas.
O MPF recomenda a reavaliação dos candidatos que não foram enquadrados nas cotas de pessoas pretas e pardas e uma explicação das decisões de indeferimento.
O Ministério Público ainda destacou que a banca organizadora, a Cesgranrio, não notificou adequadamente os candidatos cotistas que voltaram a concorrer no CNU depois da decisão judicial para regularizar o número de vagas destinadas das cotas, o que fez com que milhares de concorrentes reintegrados não participassem da fase de envio de títulos, no início do mês de janeiro.
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