Não vacinados têm mais chances de desenvolver forma grave da Covid-19

O avanço da variante Ômicron da Covid-19 tem causado uma nova sobrecarga nos sistemas de saúde do país. Mais contagiosa, a cepa, em sua maioria, ocasiona casos leves, sobretudo por conta da ampliação da cobertura vacinal.
Paralelo a isso, os não vacinados são maioria nas Unidades de Terapia Intensiva (UTI´s). Para se ter uma ideia, no Hospital Municipal Ronaldo Gazolla – maior UTI Covid do Brasil – no Rio de Janeiro, 91% das mortes são de pessoas não imunizadas, segundo dados da unidade.
Em entrevista à Rádio Cidade, o pesquisador e professor em Saúde Pública, Francisco Santos, explicou que os não vacinados correm mais riscos de desenvolver a forma grave da doença. “O risco é muito maior. Recentemente teve um estudo comparando as diferenças de estar vacinado e não estar vacinado em diversos países. Em todos eles, o risco era, pelo menos 10 vezes maior. Por isso quando a gente vê esses internamentos, quando a gente tem 90 pessoas internadas, que não foram vacinadas ou que estão com o esquema incompleto e só uma pessoa vacinada com o ciclo completo, é exatamente isso. Em crianças, pra gente ter uma ideia do risco, de algum problema decorrente da vacina, em não tomar a vacina é 2.700 vezes maior. Não existe motivo algum para não tomar a vacina. Esse argumento de que a população usa: “eu tomei vacina, mesmo assim adoeci”, é de total desconhecimento, porque a gente também toma vacina da gripe e tem gripe, só que a gripe que a gente tem não nos leva para o hospital. A vacinação vai fazer com que a gente não precise de hospitalização e, com o reforço esse número cai ainda mais. Chega a ser 90 vezes menor com a terceira dose”, ressaltou.
De acordo com Francisco Santos, com o avanço da imunização, a tendência é que tenhamos uma melhora nos indicadores da pandemia. “A chance existe de a gente ter um relaxamento maior depois disso. O normal das doenças é isso. Se a doença vier muito agressiva, ela mata muita gente e não consegue se espalhar, então se ela não consegue se espalhar, a doença também morre, então é como se o parasita consumisse o hospedeiro, que ele morresse, então não tem essa transmissão, e a gente começa a se defender mais do outro lado. Junta à vacina, com a própria evolução viral, nesse caso, isso tende a virar uma endemia. A gente tem uma possibilidade forte com essa variante, já tem subvariantes dela, mas a tendência é que ela fique menos grave porque a gente também está mais forte”, afirmou.
Confira a entrevista na íntegra:
Por Patriota Júnior
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