Nova lei pode transformar o Brasil em potência global na pesquisa de medicamentos

Com a nova legislação sobre pesquisas clínicas em vigor desde agosto do ano passado, o Brasil pode se tornar um dos dez principais países no cenário global de estudos de novos medicamentos. Segundo levantamento da Interfarma e da consultoria IQVIA, a medida tem potencial para incluir 286 mil pacientes em análises, atrair R$ 2,1 bilhões em investimentos anuais e gerar impacto econômico de R$ 6,3 bilhões por ano.
A expectativa é que 56 mil profissionais científicos sejam envolvidos nesse processo, ampliando a capacidade nacional de inovação. O país se destaca por sua população diversa, infraestrutura científica e custos reduzidos — uma pesquisa oncológica no Brasil custa menos da metade do que nos Estados Unidos.
Apesar da lei já estar sancionada, as mudanças só serão aplicadas após regulamentação oficial pelo Ministério da Saúde. Mesmo assim, empresas como Sanofi e Novartis já investiram R$ 100 milhões cada em estudos realizados no país em 2024, incluindo pesquisas sobre doenças tropicais negligenciadas e terapias avançadas. Atualmente, o Brasil é o 9º maior mercado farmacêutico do mundo, com quase 1,5 mil empresas do setor instaladas.
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