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Pagamento indevido do BPC supera em quase três vezes os valores investigados na “farra do INSS”


  • 13 de julho de 2025 às 12h52min

Entre 2019 e 2025, gastos irregulares com o benefício somaram R$ 16,4 bilhões, enquanto Polícia Federal apura descontos indevidos de R$ 6,3 bilhões. (Foto: Reprodução)

Um levantamento do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) revela que os gastos indevidos com o Benefício de Prestação Continuada (BPC) chegaram a R$ 16,4 bilhões entre os anos de 2019 e 2025. O valor é quase três vezes maior que os R$ 6,3 bilhões investigados pela Polícia Federal na chamada “farra do INSS”, referente a possíveis descontos não autorizados na folha de pagamento de aposentados e pensionistas.

A diferença pode ser ainda mais significativa, já que nem todos os R$ 6,3 bilhões da operação Sem Desconto foram efetivamente cobrados de forma irregular. Parte desses valores ainda está sendo analisada pelas autoridades.

O BPC garante o pagamento de um salário mínimo mensal a idosos com 65 anos ou mais e a pessoas com deficiência de baixa renda. Para receber o benefício, é preciso que a renda familiar por pessoa seja igual ou inferior a 25% do salário mínimo. Apesar dos critérios, milhares de pagamentos indevidos foram identificados nos últimos anos.

Diante das irregularidades, o Ministério responsável informou que está fazendo averiguações e já suspendeu milhares de benefícios. Até o momento, o INSS conseguiu recuperar R$ 8,7 milhões dos R$ 16,4 bilhões pagos indevidamente.


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