Pais acusam escola de discriminação contra filho com autismo

Os pais de uma criança de 11 anos com autismo acusam a Escola Municipal Napoleão Teixeira Lima, no município de Jupi, de ter cometido discriminação contra o filho. Segundo eles, um instrutor da unidade de ensino impediu a criança de participar da quadrilha junina, alegando que o menino seria incapaz de acompanhar os passos. A criança teve um surto e começou a chorar vendo o ensaio dos alunos. O caso ocorreu no dia 8 de junho, durante o primeiro ensaio da apresentação, na quadra da escola.
Em entrevista à Rádio Cidade, Jeane Rodrigues, mãe da criança, disse que o menino estava ansioso para participar da quadrilha. “Todos os dias ele perguntava se era o dia do ensaio. Ele estava muito ansioso, mas no dia, o instrutor da escola disse que ele era incapaz de acompanhar a quadrilha estilizada e mandou ficar sentado olhando as outras crianças ensaiarem. Essa situação causou um trauma muito grande e desencadeou uma crise. Ele não consegue mais ir à escola. Até o momento está estudando em casa, porque não quer nem entrar na sala de aula”, destacou Jeane.
Após o surto da criança, a escola entrou em contato com os pais que se dirigiram ao local. O casal conversou com os professores e com o instrutor para entender a situação. “A gente também conversou com o diretor da escola, que disse que iria apenas conversar com o instrutor. Disse que ele era um bom profissional e que a gente deveria dar uma segunda chance. O que eu esperava da direção da escola seria, no mínimo, um pedido de desculpas, e depois o afastamento desse profissional, porque é absurdo o que aconteceu”, completou o pai do menino, João Marcolino, em entrevista ao Programa Manhã Cidade.
A denúncia foi feita pelos pais do menino nas redes sociais e tem ganhado repercussão. O casal também denunciou o ocorrido ao Ministério Público de Pernambuco e aguarda audiência. A reportagem da Rádio Cidade entrou em contato com a Prefeitura de Jupi que, até o fechamento desta matéria, não enviou nota de esclarecimento.
Por Juliana Santos
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