Pernambuco perde 81% dos corais devido a calor extremo no mar

O calor extremo na água do mar, causado pela onda de calor marinha de 2023 e 2024, provocou uma grande perda de corais em Pernambuco. Um estudo indica que a perda da cobertura de recifes nas cidades de São José da Coroa Grande e Porto de Galinhas foi de 81%. Em São José da Coroa Grande, mais da metade dos corais (53%) morreu. Em Porto de Galinhas, a perda foi de 28%. Esse evento foi o quarto branqueamento em massa registrado no mundo.
O problema é causado pelo aumento da temperatura da água, que faz os corais expulsarem algas importantes para a sua sobrevivência, levando-os a “branquear” (perder a cor) e morrer. Outras cidades do Nordeste também foram muito afetadas: Maragogi (AL) teve 88% de mortalidade de corais.
Os recifes brasileiros ficaram em média 88 dias sob calor excessivo. Embora corais em áreas como Fernando de Noronha e Atol das Rocas tenham conseguido se recuperar com a queda da temperatura, a situação é um alerta. Cientistas preveem que os recifes de coral podem desaparecer até o fim do século se o aquecimento global continuar. Para ajudar os corais que restam, os pesquisadores pedem que sejam reduzidos problemas locais, como a poluição e a pesca predatória.
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