Pesquisa liga perda auditiva a risco de demência

Uma das pesquisas mais importantes já feitas sobre o tema, da Comissão Lancet, revela que a perda auditiva é um dos fatores de risco mais importantes e evitáveis para o desenvolvimento de demência. Segundo o estudo, até 8% dos casos de demência no mundo podem estar ligados à deficiência auditiva, que afeta mais de 40% das pessoas com mais de 50 anos.
A dificuldade de ouvir prejudica o cérebro, causando a atrofia de áreas que processam sons e sobrecarregando outras regiões. Esse processo acelera o envelhecimento cerebral e aumenta a probabilidade de doenças como Alzheimer. As causas da perda auditiva são variadas, incluindo exposição a sons altos e o envelhecimento natural. Por isso, a recomendação é fazer exames de audição a partir dos 40 anos, mesmo sem queixas.
Sinais como dificuldade em entender conversas, aumentar o volume da TV e o isolamento social merecem atenção, pois podem indicar o problema e contribuir para o declínio cognitivo. O uso de aparelhos auditivos é uma forma eficaz de tratamento, pois melhora a comunicação e estimula o cérebro, prevenindo doenças degenerativas e melhorando a qualidade de vida.
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