Pix completa cinco anos e já movimentou R$ 28 trilhões em 2025

Cinco anos após sua criação, o Pix se firmou como o maior sistema de pagamentos do Brasil. Lançado pelo Banco Central em novembro de 2020, a plataforma digital registrou até outubro deste ano R$ 28 trilhões em transações — superando os R$ 26,4 trilhões movimentados em 2024, valor equivalente a quase duas vezes o PIB brasileiro daquele ano.
Segundo o diretor de organização do sistema financeiro do Banco Central, Renato Gomes, o Pix ampliou o acesso da população ao sistema bancário, reduziu custos e estimulou a concorrência, o que levou à queda de tarifas. Hoje, mais de 170 milhões de adultos e 20 milhões de empresas utilizam o recurso, que ganhou novas funcionalidades como o Pix Cobrança (similar ao boleto) e o Pix Automático (equivalente ao débito automático).
Um estudo do Movimento Brasil Competitivo (MBC) aponta que, em cinco anos, o Pix proporcionou economia direta de R$ 117 bilhões para consumidores e empresas. Apenas entre janeiro e setembro de 2025, foram R$ 38,3 bilhões economizados — valor superior ao registrado em todo o ano anterior.
O levantamento mostra que a redução das TEDs e a migração das transações entre pessoas e empresas para o Pix explicam o resultado. Cada operação realizada pelo sistema evita, em média, R$ 0,60 em custos ao setor financeiro.
Os ganhos vêm crescendo ano após ano: R$ 11,9 bilhões em 2021, R$ 18,2 bilhões em 2022 e R$ 24,6 bilhões em 2023. O resultado atual, de R$ 38,3 bilhões, já se aproxima do potencial anual estimado de R$ 40,1 bilhões, que inicialmente só seria alcançado em 2030.
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