Polícia Federal faz balanço de prisões em flagrante durante eleições em Pernambuco

(Foto: Reportagem/Rádio Cidade)
Na noite desse domingo (6), a Polícia Federal informou que foram efetuadas seis prisões em flagrante por suspeita de crimes eleitorais em municípios pernambucanos. Os crimes registrados foram compras de votos, boca de urna e porte de arma de fogo.
Em Caruaru, um candidato a vereador foi detido em flagrante pela Guarda Municipal enquanto distribuía santinhos, ato que configura boca de urna. A guarda conduziu o suspeito à Polícia Federal. O autuado foi liberado e deve responder ao processo em liberdade.
Em Camaragibe, uma voluntária da campanha eleitoral de um candidato a vereador foi detida com R$ 100 em mãos em meio a uma aglomeração de populares. A pena por compra de voto, mesmo caso a oferta seja rejeitada, pode chegar até quatro anos de reclusão, além de multa. A autuada foi liberada após pagamento de fiança, e deve responder ao processo em liberdade.
Já no município de Surubim, um parente de um candidato a vereador foi flagrado entregando santinho para uma eleitora na frente de um dos colégios eleitorais. O autuado foi liberado e deve responder ao processo em liberdade.
Na cidade de Serrambi, a Polícia Federal efetuou a prisão do filho de um candidato a vereador flagrado entregando santinhos e adesivos a eleitores próximo a um colégio eleitoral. O autuado foi liberado, devendo responder ao processo em liberdade. A pena para o crime de boca de urna é de detenção, de 6 meses a 1 ano, com a alternativa de prestação de serviços à comunidade pelo mesmo período, e multa.
No município de Tabira, a Polícia Federal realizou a autuação em flagrante de três pessoas, incluindo um candidato a vereador, que lançavam diversos santinhos pela janela de um veículo Fiat Uno. Ao abordar o veículo, foi verificada a existência de aproximadamente 500 unidades do mesmo material de propaganda política espalhados no interior do veículo, além de um revólver calibre 38 com 35 munições, e R$ 1.370 em posse de dois ocupantes. Os suspeitos foram autuados por porte ilegal de arma de fogo de uso permitido, cuja penas podem ultrapassar 8 anos de reclusão. Dois autuados foram liberados, devendo responder ao processo em liberdade, e um terceiro permanece preso.
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