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Prefeitura do Recife resgata 13 cavalos em situação de maus-tratos e reforça combate à tração animal


  • 29 de outubro de 2025 às 16h55min

Animais foram recolhidos em vias públicas e estão sob cuidados veterinários; tutores têm 15 dias para solicitar devolução com comprovação legal. (Foto: Divulgação)

Treze cavalos foram resgatados nesta quarta-feira (29) em uma operação da Prefeitura do Recife voltada à proteção animal. Os animais estavam soltos ou em condições de maus-tratos em diferentes bairros da cidade, como Engenho do Meio, Areias, Cabanga e Caxangá. A ação foi coordenada pelo Gabinete de Proteção e Defesa dos Animais, com apoio da Secretaria Executiva de Controle Urbano, do Centro de Vigilância Ambiental (CVA), da CTTU e da Guarda Municipal.

Os equinos foram levados ao CVA, onde passam por avaliação clínica e recebem cuidados veterinários. Segundo o secretário executivo da pasta, Luís dos Anjos, a operação integra o plano de transição para o fim do uso de carroças na capital, previsto para ser concluído até janeiro de 2026. “Estamos avançando em uma política que prioriza o bem-estar dos animais e a segurança nas ruas. Esses cavalos serão acolhidos e, quando possível, encaminhados para adoção responsável em áreas adequadas”, afirmou.

Os tutores que desejarem reaver os animais têm até 15 dias para apresentar documentos que comprovem a posse e a existência de uma propriedade rural fora do Recife. Caso contrário, os cavalos poderão ser adotados, desde que os interessados também comprovem possuir espaço apropriado para mantê-los.

A ação faz parte do Programa Gradual de Retirada dos Veículos de Tração Animal, que além de recolher animais em risco, oferece capacitação e alternativas de renda para os trabalhadores que dependem da atividade. A proposta é garantir uma transição justa e sustentável para outras formas de sustento.

Apesar dos avanços, representantes da categoria dos carroceiros expressam preocupações. Eklesiartes José, liderança do setor, reconhece a importância de combater os maus-tratos, mas critica a condução de algumas apreensões. “Há casos em que os animais se soltam acidentalmente, e mesmo assim são recolhidos. As exigências para reaver os cavalos são tantas que muitos não conseguem cumprir. Além disso, há relatos de doações sem critério, com animais sendo vendidos em feiras”, alertou.


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