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Polícia

Quadrilha que torturava e enterrava vítimas queria financiar campanha de vereador nas eleições de 2024


  • 29 de junho de 2023 às 10h53min

O grupo planejava financiar a candidatura de um funcionário da prefeitura de Ipojuca a vereador.
(Imagem: Reprodução/ Prefeitura de Ipojuca)
(Imagem: Reprodução/ Instagram)

A quadrilha suspeita de envolvimento com tráfico de drogas, homicídios, torturas e lavagem do dinheiro foco de uma operação da Polícia Civil, nessa quarta-feira (28), possui ligações com as mortes do cantor de brega funk MC Boco, em 2021, e de Heloysa Gabrielle, de 6 anos vítima de bala perdida em uma ação policial em 2022.

De acordo com informações da Polícia Civil, a organização suspeitava que MC Boco tinha conexões com uma facção rival, o que teria motivado seu assassinato a tiros durante um show em Serrambi, no dia 26 de dezembro de 2021. A suposta relação do artista com o grupo rival ainda não foi confirmada pelas autoridades. Já no caso de Heloysa Gabrielle, ela foi atingida por um disparo durante uma operação do Batalhão de Operações Especiais (Bope) em uma comunidade de Porto de Galinhas. O inquérito concluiu que a bala partiu de um policial militar.

(Reprodução/WhatsApp)

De acordo com o delegado Ney Luiz Rodrigues, a organização pretendia invadir a Delegacia de Porto de Galinhas e até derrubar um helicóptero policial.

A quadrilha ainda tinha envolvimento político. Segundo a polícia, o grupo planejava financiar a candidatura de um funcionário da prefeitura de Ipojuca a vereador, utilizando o dinheiro obtido com o tráfico de drogas. Além disso, eles planejavam abrir uma organização não governamental com esse funcionário público.


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