Quase 12 milhões de pessoas vivem em Unidades de Conservação no Brasil, aponta IBGE

Dados divulgados nesta sexta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que 11,8 milhões de pessoas vivem em Unidades de Conservação (UCs) no Brasil, o que representa 5,82% da população nacional. A maioria reside em áreas de uso sustentável, como Áreas de Proteção Ambiental (APAs) e Reservas Extrativistas.
O levantamento mapeou 2.365 UCs, das quais 1.138 (48,1%) possuem população residente. As APAs concentram 97,1% dessa população.
A pesquisa também revelou o perfil demográfico dos moradores dessas áreas:
• 51,1% se autodeclaram pardos
• 35,8% brancos
• 11,9% pretos
• 2,39% são quilombolas (282,2 mil pessoas)
• 1,12% indígenas (132,8 mil pessoas)
Falta de saneamento básico afeta milhões
Um dos principais destaques do Censo é a precariedade sanitária:
• 40,3% dos moradores de UCs vivem em domicílios com pelo menos uma deficiência de saneamento (água, esgoto ou lixo);
• 7,3% (856,4 mil pessoas) enfrentam as três formas de carência simultaneamente.
A situação é ainda mais crítica entre populações tradicionais:
• 85,9% dos quilombolas em UCs sofrem com falta de saneamento (248 mil pessoas);
• 59,9% dos indígenas (94 mil pessoas) também vivem em condições precárias.
Além disso, 46.239 domicílios (1,16%) em UCs não têm banheiro ou sanitário. Nas unidades de proteção integral, esse índice sobe para 4,87%, bem acima da média nacional de 0,59%.
Estados com mais pessoas em UCs de proteção integral:
• Maranhão – 38.176
• Rio de Janeiro – 30.633
• São Paulo – 9.954
Os dados revelam desafios importantes para o desenvolvimento sustentável, a proteção ambiental e a garantia de direitos sociais às populações que vivem em áreas protegidas do Brasil.
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