Representante dos sulanqueiros afirma que falta vontade política para que mudanças estruturais na Feira da Sulanca aconteçam

Nesta sexta-feira (17), em entrevista exclusiva à Rádio Cidade, representantes da Feira de Caruaru debateram sobre mudanças estruturais e de funcionamento da Sulanca. A presidente da Associação União dos Sulanqueiros de Caruaru (AUS), Fátima Amaral, e o presidente da Associação dos Sulanqueiros de Caruaru, Pedro Moura, foram entrevistados dentro no programa Manhã Cidade, por Mário Flávio e Renata Torres.
Segundo Fátima Amaral, a mudança no dia de realização da Feira da Sulanca vai modificar a logística de outras feiras do município. “Não vai mexer só com o sulanqueiro, mas com toda Caruaru. Se mudar para a sexta-feira, por exemplo, a gente vai mexer com muitas feiras que já acontecem nesse dia, só para incluir a Feira da Sulanca. Não é interessante igualar Caruaru com as feiras de Santa Cruz do Capibaribe e Toritama. Elas são cidades pequenas, que concentram a feira em um lugar só e fora das cidades. Tem que ter um estudo muito detalhado para tomar essa decisão. Não é só querer mudar a Feira da Sulanca de dia. É preciso pensar na logística toda”, esclarece.
Questionado sobre Caruaru ter perdido o protagonismo no Polo de Confecções do Agreste, com as mudanças nos dias das feiras de Santa Cruz e Toritama, Pedro Moura acredita que, em relação à estrutura da Feira da Sulanca, falta vontade política para qualificar o espaço. “Nós perdemos o protagonismo entre aspas, até porque os equipamentos das cidades vizinhas são melhores que os nossos. Porém, em compensação, nós somos Caruaru! Temos a melhor localização, temos bons hotéis, um comércio vasto. Os clientes não vêm só para a Feira da Sulanca, mas aproveitam o comércio também. Caruaru continua forte, mas precisa de vontade política para qualificar a estrutura do espaço”, pontuou.
Em relação à Feira da Sulanca funcionar em outro espaço, Fátima Amaral afirma que a transferência deveria ter acontecido desde o governo do ex-prefeito, José Queiroz. “O melhor que poderia ter acontecido para Caruaru era a transferência da Sulanca na época do prefeito José Queiroz. Nós não estaríamos como estamos hoje. Além da falta de segurança, os feirantes da feira do município, estão sujeitos a sofrer outro incêndio, por causa da fiação velha e das gambiarras. A feira do município está precisando de tudo”, reforça a representante dos sulanqueiros.
Ainda sobre a decisão de mudar o dia de realização da Feira da Sulanca em Caruaru, Pedro Moura anuncia que uma pesquisa será feita para ouvir a opinião de todos os setores. “Foi contratada uma pesquisa que vai iniciar já na próxima segunda-feira e todos os setores serão ouvidos, tanto clientes, quanto feirantes, para que uma decisão possa ser tomada”, conclui o presidente da Associação dos Sulanqueiros.
Por Juliana Santos
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