Saúde pública pode estourar teto fiscal e comprometer atendimento no SUS

Os gastos com a saúde pública no Brasil devem crescer acima do limite imposto pelas atuais regras fiscais, o que pode afetar diretamente os serviços prestados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Essa conclusão faz parte de um estudo da Instituição Fiscal Independente (IFI), vinculada ao Senado Federal.
De acordo com a análise, as despesas com o SUS devem subir em média 3,9% ao ano nos próximos dez anos. No entanto, o limite fiscal estabelecido permite apenas um crescimento de 2,5% ao ano nas despesas primárias do governo. Esse descompasso pode gerar desequilíbrio nas contas públicas e prejudicar a oferta de serviços à população.
Para lidar com o problema, o estudo sugere dois caminhos principais: revisar o limite de gastos previsto nas regras fiscais ou redirecionar recursos de outras áreas para a saúde.
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