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Saúde

Secretário de Saúde diz que Caruaru depende de recursos para abrir novos leitos de UTI


  • 24 de fevereiro de 2021 às 15h00min

Unidades do Manoel Afonso geram custo de 2,5 milhões ao mês (Foto: Reprodução/Internet)

Na manhã desta quarta-feira (24), o Secretário de Saúde de Caruaru, Breno Feitoza, destacou que apesar dos números alarmantes na ocupação de leitos da rede municipal e estadual de saúde, a curva de transmissão da Covid-19 tem diminuído na cidade. Na última terça-feira (23), o Governo do Estado estabeleceu um novo decreto que reduz o horário de funcionamento de serviços não essenciais em 63 cidades, incluindo Caruaru.

Apesar disso, em entrevista para a Rádio Cidade 99,7, o secretário da rede municipal informou que o os números relacionados à Covid-19 têm melhorado, registrando uma queda na procura de atendimento nas UPAs, e no número de chamadas ao SAMU.

Nesta semana, o Hospital Manoel Afonso (HMA), que é referência no atendimento e tratamento da Covid-19, registrou taxa de ocupação de 100% dos leitos de UTI. A unidade conta com 10 bases para atendimento à população de Caruaru. Sobre essa situação o secretário enfatizou a demanda regional, e que ao comparar com outros munícipios da região o número não chega a ser alarmante, considerando a quantidade de leitos no hospital.

Breno Feitoza enfatizou ainda que o custo para manter o funcionamento desses leitos gira em torno de R$ 2,5 milhões ao mês, e que parte dessa demanda está sendo custeada pelo Governo Municipal, ainda que a responsabilidade seja do Governo do Estado. Ao ser questionado sobre a possibilidade de aumentar o número de leitos, o secretário explicou que é viável, mas que é preciso entender que cada leito aberto tem um custo e precisa ser compartilhado entre o município, Estado, e a União.

Por fim, o secretário destacou que é possível que haja um aumento no número de casos da doença na cidade devido as aglomerações registradas nas praias no período carnavalesco, e enfatizou sobre a importância da conscientização por parte da população. “A pandemia ainda não acabou. Estamos agora vivendo um novo momento, com a possibilidade concreta da circulação das variantes do vírus em todo o território nacional. Nós ainda não temos dados científicos que possam nos assegurar se essas variantes vão trazer uma alteração no quadro clínico do paciente, ou contribuir para o aumento do número de casos. É preciso garantir o uso de máscara, o distanciamento social, a higienização das mãos, para que a gente possa diminuir a transmissão do vírus, e assim assegurar que a rede de saúde possa prestar assistência a população”, explicou o secretário.

Resposta do Governo de Pernambuco

Procurada, a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) informou que a referida unidade ainda não se adequou às recomendações de portaria estadual de abril de 2020, que normatiza o repasse de verbas para os leitos destinados aos pacientes suspeitos ou confirmados da Covid-19. Segundo a pasta, todos aqueles que tenham interesse devem apresentar propostas para habilitação. Entre as regras, a necessidade de disponibilizar as vagas para a Central de Regulação Estadual fazer os encaminhamentos dos pacientes.

A nota esclareceu também que até o momento, o Hospital Municipal Manoel Afonso, que faz a autorregulação das vagas, não se encaixou nas determinações da portaria estadual. A SES-PE destaca que tem habilitado todos aqueles que seguem as regras estabelecidas.

Por fim, a Seccretaria destacou que está à disposição dos gestores municipais para pactuar a rede de assistência à Covid-19 com o intuito de melhor atender toda a população pernambucana. O comunicado termina afirmando que o Governo de Pernambuco está empenhado para ofertar leitos em todas as regiões do Estado. Apenas em Caruaru, segundo a SES-PE, são cerca de 200, sendo 98 de UTI.

Confira a entrevista na integra em nosso canal do Youtube.

Por Brendo Hoshington
Post atualizado às 19h16


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