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Simepe faz reclamações sobre falta de condições de trabalho por parte da Prefeitura de Caruaru


  • 11 de fevereiro de 2022 às 10h18min

Sindicato pede mais segurança para profissionais e também realização de concurso público.

O Manhã Cidade desta sexta-feira (11), tratou sobre as denúncias e reclamações feitas pelo Sindicato dos Médicos de Pernambuco (Simepe) em Caruaru, de falta de condições de trabalho, falta de segurança para os profissionais e até realização de um novo concurso público. Quem conversou com a equipe da Rádio Cidade foi a diretora do Simepe, Ana Carolina Tabosa.

Segundo a diretora, em 22 de dezembro de 2021 uma assembleia foi realizada junto aos médicos de Caruaru e nela várias reinvindicações foram deliberadas. Segundo Ana Carolina, a categoria pede melhores condições de saúde, tendo em vista que algumas unidades de saúde do município estão precisando de melhor o ambiente ocupacional, principalmente a ventilação. “Estamos em uma pandemia. Muitos estão adoecendo e esse adoecimento é ruim para o profissional mas também para rede municipal de saúde, que fica sem aquele médico no seu posto de trabalho.”

Ana Carolina também denuncia que há falta de alguns insumos, de algumas medicações e que o Simepe pretende conversar com a Prefeitura de Caruaru para saber como vai ser feita o reestabelecimento desses materiais. Outro ponto destacado pelo sindicato durante a entrevista foi a falta de segurança nas unidades de saúde. “Toda essa questão da super lotação, gera um estresse na população e por conta da demora nos atendimentos, terminam tomando atitudes impensadas e o profissional que está ali termina sendo agredido”, destacou. O Simepe pende ainda a recomposição do quadro médico, alegando que há escalas de plantões defasadas e unidades básicas de saúde sem médicos.

O sindicato pede ainda uma equipe de transporte interhospitalar. Segundo Ana Carolina, quando um médico está no plantão precisa transferir um paciente e sai com ele, já que o paciente não pode ser transferido sem a presença de um médico, o que deixa o plantão desfalcado. “Isso causa sobrecarga no resto da equipe que fica e também atrasa o atendimento da população”, afirmou. “Estamos também solicitando uma coordenação médica para as unidades de saúde da família, que vai melhorar o diálogo entre o que acontece na unidade e a gestão”, defendeu Ana Carolina Tabosa.

O Simepe ainda pede que seja pago a insalubridade no grau máximo, que segundo Ana Carolina, vem da grande exposição dos profissionais no ambiente de trabalho, além de solicitar o adicional noturno, a incorporação das gratificações de plantão, a melhoria do Plano de Cargos e Carreiras de Vencimentos, que o Simepe afirma que precisa ser revisado, bem como pedem o concurso público. “O último concurso público em Caruaru foi em 2012, de lá pra cá, a gente viu várias seleções simplificadas, que são contratos temporários que não conseguem fixar o profissional em Caruaru. O concurso dá mais estabilidade do profissional na rede e ele termina ficando”, disse.

Ana Carolina afirma que o sindicato chegou a acionar o Ministério Público para pleitear o diálogo entre a categoria e a Prefeitura, já que houve atraso na resposta por parte do Poder Executivo nas reivindicações apresentadas após a Assembleia. Segundo a diretora, agora, o MPPE poderá acompanhar todo o processo de negociação e abriu a oportunidade de uma mesa de negociação, marcada para o dia 16 de fevereiro.

Procuramos a Prefeitura de Caruaru para esclarecer as reclamações feitas pelo Simepe, mas até a publicação desta matéria, não houve retorno aos nossos questionamentos.


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