SUS substituirá papanicolau por exame de DNA-HPV em 2025

As novas diretrizes para o rastreio do câncer do colo do útero, apresentadas pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca), trazem uma transformação significativa no Sistema Único de Saúde (SUS): o tradicional exame de papanicolau será gradualmente substituído pelo teste molecular de DNA-HPV. A mudança, prevista para este ano, visa melhorar a precisão na detecção do vírus e aumentar a eficiência do acompanhamento médico.
Diferente do papanicolau, que é realizado anualmente, o novo exame terá um intervalo de cinco anos entre as coletas, desde que não sejam detectados vestígios do vírus. A faixa etária para a realização dos testes permanece inalterada, abrangendo mulheres de 25 a 49 anos sem sintomas ou suspeitas de infecção.
A transição faz parte de um conjunto de orientações que já conta com aprovação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde e da Conitec. A implementação final depende agora da avaliação da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Ministério da Saúde.
Especialistas ressaltam que a adoção do teste molecular representa um avanço importante, por sua maior sensibilidade e capacidade de identificar os subtipos do vírus que apresentam risco de evoluir para lesões cancerígenas. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), essa metodologia, recomendada desde 2021, tem o potencial de reduzir casos e mortes, além de abrir caminho para a erradicação do câncer do colo do útero em aproximadamente duas décadas, com o apoio de altas taxas de vacinação e rastreamento organizado.
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