Suspeito de feminicídio contra mulher grávida tem prisão preventiva decretada em São Bento do Una

A Justiça de São Bento do Una, determinou nessa sexta-feira (14) a prisão preventiva de Aguinaldo, suspeito de assassinar Júlia Eduarda, de 26 anos, que estava grávida de quatro meses. A decisão revoga a liberdade provisória concedida no dia anterior pela Central de Garantias de Pesqueira, que havia considerado apenas o crime de ocultação de cadáver, já que não havia flagrante de feminicídio.
O juiz responsável pelo caso justificou a medida como necessária para garantir a ordem pública e assegurar o andamento das investigações. “Vislumbro a possibilidade de decretação da custódia cautelar com fundamento na garantia da ordem pública, garantia da persecução penal e aplicação da lei penal”, afirmou na sentença. O destino do acusado não foi divulgado pelas autoridades.
Júlia foi dada como desaparecida no dia 5 de novembro, após sair de casa no Loteamento Deus é Fiel para encontrar o pai do bebê, com quem buscaria apoio financeiro para realizar uma ultrassonografia. Desde então, familiares e amigos mobilizaram buscas, acionando a polícia e órgãos competentes. O corpo da jovem foi localizado no dia 12, encerrando uma semana de angústia.
Após ser encontrado, Aguinaldo confessou o crime. A concessão de liberdade provisória gerou forte reação popular, levando o juiz local a reavaliar o caso e decretar a prisão preventiva. A ocultação do corpo foi considerada um fator que prejudicou as investigações.
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