Tarifa dos EUA e chuvas prejudicam safra de cana em Pernambuco

A safra de cana-de-açúcar em Pernambuco enfrenta desafios, combinando o aumento de 50% na tarifa de exportação imposta pelos Estados Unidos e problemas climáticos internos.
O presidente do Sindaçúcar-PE, Renato Cunha, afirma que a taxa americana, que torna a venda “proibitiva”, atinge um mecanismo vital que financia a safra, pois a exportação para a cota americana garantia liquidez aos produtores. Os embarques, cruciais para fechar contratos de câmbio, ocorrem tipicamente entre outubro e novembro.
Paralelamente, a concentração de chuvas atípicas entre agosto e setembro prejudicou a produção, impedindo a maturidade ideal da cana. Isso levou a uma diminuição do rendimento industrial, resultando em menos sacarose para a produção de açúcar e etanol e causando paradas no processamento.
O setor ainda avalia os prejuízos totais, mas busca medidas compensatórias. O governo federal estuda, por meio de Medida Provisória, a possibilidade de oferecer incentivos financeiros ou antecipar recursos para auxiliar os exportadores a darem continuidade ao processamento industrial.
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