Tuberculose entre pessoas em situação de rua no Recife se torna um desafio urgente para a saúde pública

No contexto do Dia Mundial de Combate à Tuberculose, dados alarmantes apontam que a população em situação de rua no Recife está entre as mais afetadas pela doença, revelando desafios críticos para os serviços de saúde. Entre os anos de 2020 e 2024, o Distrito Sanitário I registrou 196 casos de tuberculose nesse grupo, que vive em condições precárias em bairros como Santo Amaro, Boa Vista e São José.
Destes, cerca de 39% representam reingressos após interrupções no tratamento, enquanto o índice de cura é de apenas 19,4% e a taxa de desistência alcança 37,2%.
Especialistas explicam que as condições insalubres e a mobilidade frequente dessa população dificultam o acesso a tratamento contínuo. Além disso, o longo prazo da terapia e obstáculos como roubo ou perda de medicamentos contribuem para o abandono.
Para reverter essa situação, iniciativas como os Consultórios na Rua e o Tratamento Diretamente Observado (TDO) oferecem soluções práticas. Contudo, é evidente que o combate à tuberculose entre pessoas em situação de rua exige uma articulação entre saúde, assistência social e organizações civis. Projetos como o ReconstRUA, o Unificados e a ONG Samaritanos desempenham papéis fundamentais nessa integração, especialmente nas áreas centrais do Recife.
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