Violência sexual online contra crianças e adolescentes aumenta em Pernambuco

Um estudo do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) em parceria com o PNUD indica que as políticas estaduais de enfrentamento à violência sexual virtual contra crianças e adolescentes são ineficazes. O diagnóstico aponta que as ações se limitam à prevenção, sem serviços de apoio às vítimas ou responsabilização de agressores. No cenário nacional, o combate é focado na punição, com pouca ênfase em medidas preventivas.
O levantamento destaca a ausência de leis específicas para crimes como sextorsão ou estupro virtual, e a falta de obrigatoriedade para que empresas de tecnologia notifiquem autoridades ou removam conteúdos ilegais. A articulação entre a polícia, o Ministério Público e os órgãos de assistência é fragmentada.
Em Pernambuco, a situação se agravou. Dados da Secretaria de Defesa Social (SDS) mostram que os registros aumentaram de 11 casos em 2024 para 20 em 2025. O governo estadual reconhece as dificuldades e informa que, embora existam ações de conscientização, não há serviços especializados de acolhimento ou reinserção social para as vítimas. As autoridades indicam que o crime, frequentemente praticado por agressores próximos, resulta em alta subnotificação.
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